quarta-feira, 7 de julho de 2010

O celular não é meu!




Aquele perfume me matou! Na verdade, você em si aquele dia.
Adoro mulheres impossíveis. Digo, quase impossíveis. Nariz empinado, sabe que é bonita, gosta de chamar atenção, sabe provocar, fuma aquele cigarro caro...
Me encara a noite inteira, não acontece nada aquela noite. A noite seguinte, você me vê na boite e nem cumprimenta, só olha de longe e me dá um sorriso. Tranquilo, não acontece nada novamente, vou me acostumando com a triste ideia de nunca ter você. Chamo alguém pra sair e você me aparece no mesmo lugar, totalmente perseguição não intencionada.

Você vai chegando perto, passa por trás da minha cadeira e pisca pra mim disfarçadamente, pra ela não perceber. E eu achei que fosse só uma piscada. Quando um celular irritante toca "perto de mim" e ninguém atende.

Só escuto da boca da Mayra: "Dá pra atender a porra do seu celular?"
Saindo da boca de tal pessoa, isso é praticamente um elogio.
Respondi na hora: "Eu nem trouxe celular, tá sem bateria."
Ela, "educada demais", diz: "Vai, atende logo. Ou você não quer que eu saiba quem tá te ligando?"
Insisti que não havia celular algum na minha bolsa e ela insistiu que havia. Pra não ficar chato, resolvi olhar, mas não esperava mesmo ver um celular que, nem era meu, dentro da minha bolsa.

O celular toca outra vez, olhei pra Mayra e ela disse: "Se não atender, eu atendo."
Não pensei duas vezes... Atendi o celular sem nem saber de quem era. Quando, de repente uma voz me seduz com um olhar acompanhado.

-Sabe quem é que "tá" falando?
-Não! Nem sei de quem é esse celular.
-Dá uma olhada, vê se enxerga alguém sorrindo só de te ver.
...
-Desculpa, não consegui ver ninguém.
-Então levanta, dá uma andada... Quem sabe você não acha?
-Não dá.
-Levanta, deixa essa mulher aí. Eu pago a conta da sua mesa sem ela saber, você vai embora comigo e nos conhecemos. Que tal?
-Mas eu nem sei quem é você.
-Sai de perto dela, pelo menos.
...
-Tá. Já saí.
-Agora me espera lá fora.
-Como assim?!?!
-Vai e espera perto do meu carro. É um Vectra preto. Tá perto do Plaza.
-Você está me ameaçando?
-Considere como quiser.
-Você é louca? Vou desligar.
-Tá, então me devolve pelo menos meu celular. Me espera que eu "tô" saindo.
...

Cinco minutos depois, me aparece a mulher que me segui no final de semana. Comecei a rir e abaixei a cabeça
Ela só me olhou, abriu um quase sorriso, destravou o carro e falou: "Entra, vamos dar uma volta." Entrei calada, nem sabia o que comentar. Passamos no posto de conveniência, pegou um masso de cigarro e uma garrafa de wisk. Logo vi que era bem de situação. Mas independente disso, ela era muito linda e valia a pena.

Não fiz nada no começo, deixei as coisas rolarem, não forcei nada. Foi quando ela tomou a atitude de me tacar na parede e me beijar, me passando a mão como se eu fosse um objeto dela. Deixei ela me mandar até então. Estava gostando daquilo. Foi quando eu a peguei de surpresa por trás e fui beijando o pescoço dela com todo carinho e delicadeza que uma mulher do seu nível precisa e merece.

Acho que não deu nem dez minutos e eu já estava dentro dela e ela com aquela boca enorme sussurrando em meu ouvido. F ui logo tirando a roupa dela, detalhe, com a boca, sem auxílio de mãos.Ela adorou e pedia mais, queria mais e gostava daquilo. E eu com a cara de lerda que eu tenho, adorava lugares inusitados, posições, olhares, puxadas de cabelo, toques. Aquilo ia me fazendo pedir mais e ela querendo mais... A hora foi passando entre abraços, toques, chupadas, arranhões, tapas... Segundos que eu nem vi quando estava ao seu lado...

Depois de tudo acontecer, a cada vez, ela parava, me olhava, acendia um cigarro e tomava mais um copo d e wisk, me entregava outro e me dava um cigarro.

Quando vimos o cigarro acabando e a garrafa já na metade e ela me pede pra dormir no apartamento com ela, mas quando ela abre a cortina da sacada, percebemos que já era dia e que nem vimos a hora passar, afinal estávamos muito ocupadas fazendo outras coisas melhores. Já era sete horas da manhã e eu precisava trabalhar.

Resolvi ficar e dormir com ela, acordamos às duas da tarde e num toque... Não preciso dizer, sexo, sexo, sexo... Ah, incensáveis e deliciosas vezes, quantas vezes quisesse. Acabei saindo de lá à noite e não me arrependo.

Só tenho a agradecer a ela!

Ah, o nome dela? Também não sei!

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